Graça, somente pela Graça

Vivemos numa sociedade em que somos avaliados por aparência e conveniência. Representamos, como num teatro, uma situação imaginária. As medidas de avaliação são representadas por valores transitórios e superficiais. Somos medidos por aquilo que temos ou representamos.

Se alcançamos determinada ascensão social as portas são abertas. Os tapinhas nas costas são freqüentes. Recebemos atenção e prestigio. Mas quando, como servos de Deus enfocamos nossa ótica diante da Palavra de Deus somos confrontados sobre nossas preferências e opções. Vemos um evangelho triunfalista e fácil sendo pregado. A mensagem da cruz – onde o homem tem que desaparecer para que Cristo cresça-, não é mais popular nas igrejas.

A mensagem de que o homem precisa nascer de novo, se arrepender dos seus pecados, buscar a santificação, tem se tornado distante dos nossos púlpitos.

Há um evangelho “fake”, falso, insosso, sem sabor que atraí multidões às igrejas. Elas não buscam receber a salvação eterna. Buscam soluções para as suas mazelas. Buscam uma mágica evangélica. Anseiam por um curandeiro camuflado de pastor. Não querem seguir os passos do Nazareno.

Mas será que Deus se alegra da nossa miséria, nossas fraquezas? Logicamente que não! O propósito de Deus ao criar o homem era a perfeição. O Senhor ansiava para estabelecer comunhão plena e constante.

Desgraçadamente o homem pecou. Rejeitou o Plano maravilhoso criado para viver eternamente gozando a plenitude de vida.

Nossa realidade é dura. Nós cansamos, pecamos, experimentamos a dor. Lutamos contra nossos desejos mais escusos. Paulo vivenciou na carne este dilema. O grande apóstolo que estabeleceu os fundamentos da igreja cristã. Experimentou como poucos homens o poder sobrenatural de Deus, também lutava contra suas fraquezas.
Graças a Deus por isto. É possível que se esta linda confissão de fraqueza e dependência de Paulo não fosse revelada nesta Carta, talvez tivéssemos uma idéia de um super-homem.

Paulo nos revela o segredo para continuarmos a caminhar mesmo quando as lutas, lágrimas, fracassos se abatem sobre nós: depender unicamente da Graça de Deus.

Por ato soberano de Deus somos os salvos através da Graça. E através dela recebemos consolo. Através da Graça de Deus aprendemos que mesmo que “aparentemente” nossas orações não sejam respondidas, que venham as dores, lutas, os vales-da-sombra-da-morte, somos alvos incondicionais do amor de Deus.

Desfrutamos da Graça de Deus independentemente de nossos esforços humanos. Não há que possamos fazer para merecer algo de Deus. Na verdade não existe nenhuma possibilidade humana de agradar a Deus unicamente por nossa beleza ou aparência de piedade. Só uma coisa que move o coração de Deus: um coração contrito Ele não rejeita (Salmo 51: 17). É triste vermos tantos crentes cansados sem vida porque perderam o ennfoque desta maravilhosa revelação.

Descansemos nas mãos benditas do Senhor. Aprendamos a lição que o Senhor Jesus ensinou a Paulo: a desfrutar da Graça de Deus –favor imerecido.

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